CONTABILIDADE – O braço direito do empreendedor

O empreendedor pode ter boas ideias, força de vontade e determinação. Além de tempo e dinheiro, o empreendedor precisa de ter capacidade, suporte e planeamento para que o negócio se fortaleça e se torne saudável. O trabalho do contabilista é fundamental.

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A contabilidade é fonte de informação indispensável para que o empreendimento cresça seguro. Afinal, a informação da contabilidade irá fornecer dados sobre gastos, encargos, capital e rendimentos.

Os Contabilistas Certificados (CC) são muitas vezes os únicos técnicos credenciados e tecnicamente preparados nas micro, pequenas e médias empresas que podem ajudar na informação e na gestão.

Porém, quase metade das empresas fecham as suas portas em até dois anos, segundo dados do INE e as que se aguentam mais algum tempo, sobrevivem à custa de dívidas ao fisco, à Segurança Social e quantas vezes ao próprio pessoal. A principal razão é a falta de capital inicial, financiamento bem estudado e estruturados, porque foram deficientemente estudados sem recurso a técnicos experimentados. Só sobrevivem as que, ligados a uma BOA IDEIA, apresentam um bom estudo de viabilidade e uma estrutura contabilística sólida.

O Contabilsta pode exercer um papel de extrema importância quanto à organização da empresa, à estruturação da contabilidade e planeamento fiscal e financeiro.

O Contabilista participa no desenvolvimento da empresa desde a sua constituição, acompanha o seu registo na conservatória, segurança social, inscrição e legalização de todo o pessoal, repartições fiscais, licenças e alvarás, horário de trabalho e possíveis isenções.

A contabilidade deve dar informações correctas, seguras e em tempo útil a todos os interessados nas mesmas (administração, bancos, trabalhadores, clientes, fornecedores e outros parceiros sociais).

A primeira preocupação é analisar a viabilidade da empresa no mercado, já que muitas iniciativas empreendedoras se devem ao desemprego. Apesar da maioria dos empreendedores terem consciência do peso dos custos no orçamento, os gastos com rendas e funcionários podem passar despercebidos e não serem incluídos no preço final. Erradamente, ainda hoje, alguns empresários dão puca relevância à contabilidade, considerando que a mesma só satisfaz o fisco. Não a utilizam como suporte à gestão. O destino e o futuro dessas empresas está posto em causa.

Recomenda-se que todo o empreendedor procure orientação profissional antes de formar a empresa, para conhecer os encargos e obrigações legais, contabilísticas e fiscais a que estarão sujeitas as suas actividades. Só assim a contabilidade poderá deixar de ser o calcanhar de Aquiles e passar a ser o braço direito do empreendedor.